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A Berghain é uma boate lendária em Berlim, Alemanha, conhecida por sua atmosfera industrial, música techno intensa e uma das políticas de porta mais seletivas do mundo. A lógica de “ser aceito ou barrado” na entrada remete a uma cultura de exclusão que marcou a adolescência de muitos millenials, em casas como Pink Elephant, Villa Mix ou Pacha. Um modelo que parecia ultrapassado para as novas gerações — especialmente a Gen Z, que cresceu promovendo a inclusão, questionando padrões estéticos e defendendo a diversidade como valor central.
Mas é justamente no coração da cena underground de Berlim que esse contraste se revela mais complexo. A Berghain, construída em um prédio de 1953 que antes abrigava uma usina de energia da Berlim Oriental, foi transformada em clube em 2004 e reaberta em 2022, após o período de isolamento da pandemia. Desde então, se consolidou como o templo máximo da música eletrônica global — um espaço onde nem Elon Musk, dizem, conseguiu entrar.
Com 20 metros de pé direito, o prédio abriga três andares: os dark rooms no térreo, a pista principal com capacidade para 1.500 pessoas no segundo andar e o Panorama Bar, no terceiro. Aberta da noite de sexta até a manhã de segunda, a Berghain é mais do que uma festa: é um rito de passagem. O sistema de som é lendário, o line-up é cuidadosamente curado e a experiência, quase religiosa.
A cultura em torno da Berghain é paradoxal: ao mesmo tempo em que prega o anonimato e proíbe celulares (os visitantes têm suas câmeras lacradas com adesivos), virou febre nas redes sociais. No TikTok, Instagram e YouTube proliferam vídeos com dicas de como se vestir, o que evitar dizer na porta e até simulações do que acontece lá dentro — sempre com um ar de mistério. Pouco se vê, muito se imagina.
@isinhabitten Só um leve sopro de como entrei na Berghain! Spoiler: sem grandes looks 🖤 #berghain #techno #berlin
É curioso notar como a Geração Z, apesar de crescer na era da transparência digital e do “conteúdo acima de tudo”, também é profundamente atraída por espaços onde o que vale é o que não pode ser postado. Talvez porque, para uma geração exausta da performance constante, exista um desejo profundo por experiências que escapem do algoritmo.
Como disse João Perescalo, em um texto para a Folha de S.Paulo:
“Com as janelas totalmente vedadas, impedindo a entrada de luz, o clube parece protegido do exterior.
É um local onde as regras sociais não se aplicam, sensação reforçada pelo fato de que você não será fotografado. No Berghain não há passado nem futuro. Apenas o eterno presente das batidas repetitivas do techno.”
E talvez seja isso que explique seu fascínio. Em um mundo saturado de conteúdo, filtros e métricas de engajamento, a Berghain oferece o oposto: anonimato, presença absoluta, e uma porta que nem sempre se abre. A pergunta muda de “como viralizar” para “o que vale viver mesmo sem poder mostrar”.
Afinal, em tempos em que tudo precisa ser registrado, o que permanece secreto — é o que mais nos atrai.
Se você acha que já viu “a próxima tendência” essa semana, talvez o futuro esteja mesmo cansado. A Box1824, uma das principais referências em comportamento e cultura no Brasil, lançou um report provocador sobre como o mercado de tendências virou refém do hype e está confundindo modismo com movimento real.
No lugar de previsões fantasiosas, o material defende que o futuro deve ser uma habilidade coletiva, não um produto a ser vendido por gurus do amanhã.

E o melhor: eles mostram como transformar o futuro em ferramenta de ação no presente.
🧠 O excesso de previsões diluiu o conceito de tendência: qualquer estética viral ganhou status de “futuro”.
🌱 Tendência não é o novo, é o que transforma — como sustentabilidade nas favelas ou o Sertãopunk do Nordeste.
💥 O futuro é movimento, não um destino — e está disponível para quem estiver disposto a agir.
🔮 ORÁCULO DO MERCADO📱88 dias de celular por ano! É o que um último estudo mostra sobre nosso consumo (2 min de leitura, em inglês) 👨🏽 Bad Bunny para todes (menos os EUA) Cantor fará turnê mundial somente nas Américas Central e Sul, além de Oceania, Ásia e Europa. 🦁 Brasil é homenageado como Creative Country of the Year no Festival de Cannes |
Na última Nice News, a gente soltou por aqui que vamos lançar nosso ✨Report✨ e que precisávamos de uma ajudinha para escolher o primeiro tema.
Muito que bem, vocês votaram e o escolhido foi:
Geração Z Brasil a fora! 🇧🇷 Como a Geração Z vive e se comporta nas diferentes regiões e camadas sociais do Brasil? Queremos ir para além do eixo SP <> RJ, e descobrir o que a cultura brasileira nos reserva.
Se prepare! Agora nosso time vai fazer o que a gente mais ama: pesquisar e estudar para trazer algo relevante e útil para vocês.
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