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Essa não é mais uma newsletter sobre o Bad Bunny 🐰

Publicação
Essa não é mais uma newsletter sobre o Bad Bunny 🐰

A única coisa mais poderosa que o ódio é o amor.

Bad Bunny

Menu da edição:

⭐ - Entramos no universo da pesquisa

🔥 - Efeito sázon, a nova econômia cultural latina

⬇ - Como os adolescentes enxergam o futuro

🔮 - A vendedora de manteiga do Tiktok

 DESTAQUE

Entramos no universo da pesquisa. Mas do nosso jeitinho 🤓

Agora, dentro do nosso ecossistema de tecnologia, é possível rodar pesquisas com dados sintéticos. Mas o que isso significa na prática?

Por meio de inteligência artificial, simulamos o comportamento das personas que você deseja analisar. Isso permite testar hipóteses, calibrar questionários e validar caminhos antes mesmo de falar com o consumidor real.

A pesquisa sintética elimina muitas barreiras, reduz drasticamente os custos e acelera todo o processo de tomada de decisão.

Como estamos em lançamento, as primeiras empresas que fecharem terão um desconto super especial 💖

 🔥 ASSUNTOS EM ALTA

Efeito Sázon: a nova economia cultural latina

Por que um artista que canta só em espanhol se tornou o centro do pop global e o que isso significa para quem consome, cria e decide.

No final de semana os feeds paulistanos foram flodados por imagens de uma Casíta e registros desafinados do público cantando "DeBÍ TiRAR MáS FOToS" em duas mega apresentações do Bad Bunny no Allianz Parque.

Benito foi o primeiro artista latino solo a headlinear o intervalo do Super Bowl, performando em espanhol para 100 milhões de espectadores. Uma semana antes, ele havia levado três Grammys, incluindo Álbum do Ano por Debí Tirar Más Fotos, primeiro disco inteiramente em espanhol a vencer a categoria.

Isso não é só sobre um artista. É sobre uma virada estrutural.

Os números

A música latina gerou US$ 490,3 milhões nos EUA no primeiro semestre de 2025, alta de 5,9% ano contra ano, contra 0,9% do mercado geral. É o 12º ano consecutivo de crescimento. Streaming responde por 98% da receita. O market share latino saltou de 5,5% (2020) para 8,8% (2025) (RIAA Mid-Year Report; Variety).

Latin Music Revenue Growth in the United States (2020-2024).

O fim do crossover

Historicamente, artistas latinos precisavam gravar em inglês ou minimizar marcadores culturais para acessar o mainstream americano. Bad Bunny opera no sentido oposto: canta exclusivamente em espanhol porto-riquenho e excluiu os EUA da sua turnê mundial por preocupação com ações do ICE (o Super Bowl foi sua única apresentação em solo americano). Vale lembrar que até então, uma turnê nos EUA seria o “supra sumo” da consagração de qualquer artista. (Billboard Brasil)

Seu disco, em um dialeto historicamente menosprezado também é visto como um desafio para as hierarquias (UC San Diego News).

O fenômeno resulta da convergência de três forças: mudanças demográficas (jovens latinos movem mercados), streaming (que eliminou intermediários) e diáspora global de falantes de espanhol.

O que muda para a Gen Z

🐰 Idioma não é barreira. Assim como no fenômeno coreano do K-POP. Parcelas significativas do público do Bad Bunny não fala espanhol, entendemos que algoritmos não filtram idioma, filtram engajamento.

(Mas, vale checar a campanha do Duolingo ensinando as letras antes do Super Bowl)

🐰 Marcas. "Traduzir campanha para espanhol" está defasado. O padrão emergente é conteúdo integrado e com espanhol no centro. Você também não precisa mais se americanizar ou replicar campanhas americanas pra ser vista como desejada.

🐰 Infraestrutura. Estamos dando o exemplo do Bad Bunny, mas o caso não é isolado. Karol G headlineou o Coachella em espanhol. Peso Pluma levou a música regional mexicana a audiências globais. Grandes gravadoras reestruturaram divisões latinas.

Isso é muito mais que uma estética de brasilidades com chinelinhos e copo de buteco em grandes campanhas, ok? São camadas de cultura, referências e respeito pelos diferentes povos que tem sázon.

Para quem trabalha com cultura, consumo ou comunicação, ignorar isso é operar com um mapa desatualizado.

El que sabe, sabe.

 VALE O DOWNLOAD

O que 4.600 jovens de 144 países estão dizendo sobre o futuro

Youth Pulse 2026: Insights From the Next Generation for a Changing World

A geração 18-30 está estressada com dinheiro (57%), preocupada com desigualdade (48%) e vê a IA como a maior força de transformação dos próximos anos (86%), mas não está parada. Quase 60% já usam IA no dia a dia, 36% cogitam entrar na política e o clima segue como ameaça global nº 1 (56%), influenciando inclusive o que compram. Na hora de pedir ação dos governos, o recado é direto: emprego de verdade (57%), educação acessível (46%) e moradia que caiba no bolso (32%). É uma geração que mistura ansiedade com agência, e que já está redesenhando o que espera de líderes, empresas e instituições.

🔮 ORÁCULO DO MERCADO

🛍️ Wishlist 2026: uma análise que compila os maiores itens de desejo compartilhados no Tiktok durante o mês de janeiro.

🧈 A nova empresária favorita do Tiktok vende manteiga e dá um show de autenticidade de marca.

👶 Por que os baby boomers e a geração Z estão desistindo do trabalho?

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