Nice News

Flywheel cultural, Nice em NY e esposas obedientes

Publicação
Flywheel cultural, Nice em NY e esposas obedientes

O tempo bom não volta, mas a gente cria novos momentos

Thaíde

Menu da edição:

⭐ - Youtube direto de New York

🔥 - O que é cultural flywheel?

⬇ - Music Intelligence Report 2026

🔮 - Gen Z mais conservadora que Boomer

 DESTAQUE

Como foi o primeiro Creator Partnership Summit do YouTube em NY🗽

Na semana passada, o YouTube reuniu cerca de 140 agências parceiras do mundo inteiro no seu headquarters em Nova York para o primeiro Creator Partnerships Summit global. E que evento, hein. Absolut cinema, YouTube.😍

Como parceira oficial do YouTube, a gente esteve lá acompanhando de perto os próximos movimentos do ecossistema de YouTube Shorts.

O programa YouTube BrandConnect está ampliando a atuação dos parceiros com mais infraestrutura de tecnologia, dados e colaboração. E isso já começa a impactar diretamente nossos projetos.

A partir de agora, clientes que operam campanhas dentro da Nice for Business passam a contar com dados em tempo real das campanhas de YouTube Shorts via API oficial do YouTube, além de pacotes escaláveis de produção de Shorts com creators integrados às campanhas de mídia.

E tem mais novidades vindo aí. Em breve a gente conta!

🚤 Free Ride - Nice Boat

Episódio liberado da nossa série de conversas no barco durante o SXSW26

Nesse episódio quem está a bordo é Luiz Gustavo, senior manager creator do Linkedin, e Marina Rolim, criadora e estrategista de conteúdo. Uma conversa super gosta e com kikiki sobre o Linkedin 🤭

 🔥 ASSUNTOS EM ALTA

Marca que vira cultura não precisa de seguidores

Em março de 2026, durante a Maratona de Roma, a New Balance tomou um salão renascentista às margens do Tibre e transformou-o em hub de corrida e bem-estar, que ficou aberto por três dias para qualquer pessoa que quisesse entrar.

Dentro, tinha sessão de yoga, corrida em grupo pelo centro histórico de Roma, gravação de podcast, workshop de customização de roupas técnicas e, no domingo após a prova, uma festa de encerramento com música, comida e área de recuperação.

Os novos tênis da marca estavam disponíveis para teste, mas em segundo plano, integrados à experiência sem dominar nada. Tudo isso foi feito em parceria com as duas comunidades de corrida de Roma com identidade e base engajada próprias. A New Balance não criou uma comunidade do zero, ela entrou em comunidades que já existiam e ofereceu um espaço que fazia sentido para elas.

Isso não foi só um evento bacana

A socióloga e estrategista Ana Andjelic tem um nome para o mecanismo que a New Balance ativou: cultural flywheel.

A ideia, desenvolvida na sua newsletter The Sociology of Business, é que produtos culturais como collabs, drops, eventos e cápsulas criam um ciclo que se retroalimenta: a collab gera merch, o merch é lançado no evento, o evento vira conteúdo, o conteúdo alimenta a próxima collab. E cada etapa gera documentação antes, durante e depois, sem que a marca precise pedir.

"Building a brand community on social media is precarious and costly. It also doesn't work. A better way is through cultural products."

Ana Andjelic, The Sociology of Business, 20 abr 2026

O ponto de Andjelic é que tentar construir comunidade diretamente nas redes sociais é apostar em terreno alugado. O algoritmo muda, o custo sobe e o engajamento cai - segundo ela, o que sustenta uma comunidade de verdade é ter um léxico compartilhado, uma história em comum e um motivo para continuar junto entre um lançamento e outro. É o que ela chama de programa cultural, a arquitetura que segura tudo.

Isso tem respaldo na literatura de sociologia do consumo, Pierre Bourdieu já descrevia dezenas de anos antes, como objetos e experiências funcionam como marcadores de pertencimento a um grupo. A Run House fabricou exatamente isso de forma deliberada: quem foi a Roma naquele fim de semana saiu de lá com capital cultural que não está disponível para download.

A Gen Z lê intenção antes de ler conteúdo

Para entender por que isso importa especialmente para marcas que querem falar com a Geração Z, ajuda saber que esse grupo cresceu desenvolvendo uma sensibilidade fina para distinguir cultura comprada de cultura construída. Pesquisas sobre consumo subversivo3 mostram que jovens consumidores ressignificam produtos e marcas de formas que fogem ao controle das empresas, especialmente quando percebem que a marca está tentando "comprar" pertencimento sem entender o contexto.

A diferença entre uma ativação autêntica e uma oportunista aparece quando a comunidade percebe se a marca se importou com a experiência de quem foi ou só com o conteúdo que ia gerar.

Referências: Andjelic, A. (2026). "The cultural flywheel". The Sociology of Business, Substack, 20 abr.

Bourdieu, P. (1984). Distinction: A Social Critique of the Judgement of Taste. Harvard University Press.

Crockett, D. (2023). Consuming in the dark: subversive consumption and cultural omnivorousness. Journal of Consumer Research, 50(1), 1–22.

 VALE O DOWNLOAD

Hip-hop em declínio, eletrônica em alta e um rap britânico que cresceu 300%

O Music Intelligence Report 2026 usa dados reais de comportamento de escuta para mapear quais cenas, gêneros e movimentos vão definir a música este ano

  • O rap underground britânico cresceu quase 300% em streams em 2025, saindo do SoundCloud para dominar o hip-hop global

  • 1 em cada 3 músicas enviadas à plataforma em 2025 era eletrônica, contra 1 em cada 4 em 2020

  • Ouvintes que descobrem músicas via playlists "Liked By" têm mais de 3x mais chance de engajar com a faixa

🔮 ORÁCULO DO MERCADO

🤖 Gen Z e IA: uso alto, entusiasmo baixo. O texto da New York Times mostra que jovens usam IA generativa com frequência, mas estão ficando mais céticos sobre seus efeitos em criatividade e pensamento crítico.

🛍️ O Wall Street Journal publicou uma matéria sobre a volta do interesse da Gen Z por shoppings, reenergizando um setor que parecia em declínio. O gancho cultural aqui é forte: em vez de apenas “consumo”, o shopping aparece como espaço social, experiencial e até nostálgico.

👴 BBC: Os homens da geração Z têm mais propensão do que os baby boomers a acreditar que as esposas devem "obedecer" seus maridos, segundo um estudo global realizado pela empresa de pesquisas Ipsos e pelo King's College de Londres.

Se você é ou conhece algum criador de conteúdo, manda um “OI” para a Nic no WhatsApp e divirta-se. É 100% grátis 🙂 

Que nota você dá para essa edição?
12345